Everyone is a moon, and has a dark side which he never shows to anybody... Mark Twain
Tuesday, November 27, 2007
Saturday, November 03, 2007
Wednesday, October 24, 2007
:
E parecia aquele Tejo
este rio doirado
parecia até que tu vinhas
comigo a meu lado
ou seria das flores
e das matas cheirosas
das madressilvas dos frutos
das ervas babosas
:
E pareciam campinas
vales tão estendidos
pareciam mesmo os teus braços
que me abraçam cingidos
ou seria das silvas
do gengibre do benjoim
do cheiro daquela chuva
dos cacimbos enfim
porque haveria de ter
saudades tuas
ao longo de um claro rio
de água doce
:
E parecia verão
no imenso arvoredo
parecia até que dizias
qualquer coisa em segredo
ou seria dos dias
muito quedos
sem fim
das noites
muito melhor
assombradas
assim
porque haveria de ter
saudades tuas
ao longo de um claro rio
Ao longo de rio claro de água doce
(Fausto)
Wednesday, October 17, 2007
Tuesday, October 16, 2007
Adriano Correia de Oliveira ( 9 de Abril de 1942-16 de Outubro de 1982)
Adriano
Não era só a voz o som a oitava
que ele queria sempre mais acima
nem sequer a palavra que nos dava
restituída ao tom de cada rima
Era a tristeza dentro da alegria
era um fundo de feita na amargura
e a quase insurpotável nostaligia
que trazia por dentro da ternura
O corpo grande e a alma de menino
trazia no olhar aquele assombro
de quem quer caber e não cabia
Os pés fora do berço e do destino
alguém o viu partir de viola ao ombro.
Era Outouno em Avintes. E chovia
Manuel Alegre
Friday, October 05, 2007
Thursday, September 27, 2007

As Guerras da Gellhorn
Acabei de comprar "A Face da Guerra'. Uma selecção de reportagens de guerra desde a Guerra de Espanha até à Guerra do Panamá. Escrito por Martha Gellhorn(1908-1998), jornalista americana, dizem que é um livro emocionante como foi a vida da sua autora. Terceira mulher de Hemingway, parece que a senhora viveu a vida com intensidade, paixão e inteligência.
Já venho....

Não haverá retribuição, horas extraordinárias,
Saturday, September 22, 2007
Tuesday, September 04, 2007

Jose Angel Buesa
Venho do fundo escuro de uma noite implacável,
e contemplo os astros com um gesto de assombro.
Ao chegar à tua porta confesso-me culpável,
e uma pomba branca pousa no meu ombro
Meu coração humilde detém-se na tua porta,
com a mão estendida como um velho mendigo;
e teu cachorro late de alegria na horta,
porque, apesar de tudo, segue sendo meu amigo.
Ao fim cresceu o roseiral, aquele que não crescia
e agora oferece as suas rosas atrás da grade de ferro;
Eu também mudei muito desde aquele dia,
pois não tem estrelas as noites do exílio.
porém ao abrir tua porta, como se abre a um mendigo,
olha-me docemente, sem perguntar-me nada,
e saberás que não havia voltado... porque estava contigo.
Tuesday, July 24, 2007
Monday, July 23, 2007
Sunday, July 22, 2007
O caso do apito dourado está a tomar proporções de história da carochinha!Como se não bastasse uma agora apareceu a gémea má. E como é má é morena, como nas histórias das princesas e das bruxas. Curíoso como funcionam os estereótipos do inconsciente colectivo: as loiras boazinhas (e agora também burrinhas) e as morenas, as mázinhas (e agora as muito mais safadas).
Aconselha-se a leitura urgente da Psicanálise dos Contos de Fadas, do Bruno Bertheleim. ;-)
'Divididos entre o bem e o mal, representados por príncipes, fadas e também por monstros, lobos e bruxas apavorantes, os contos de fadas encantam as crianças e os adultos desde a sua criação, que data da época medieval. Mas a sua função não pára aí, pois além do entretenimento, transmitem ainda valores e costumes e ajudam a elaborar a própria vida através de situações conflitantes e fantásticas.Jung, discípulo de Freud, referia que “Mitos e contos de fadas expressam processos inconscientes. A narração dos contos revitaliza esses processos e restabelece a simbiose entre consciente e inconsciente”
(------->>>> Vou à procura do João Ratão e já volto)
Tuesday, July 17, 2007

Não é que goste de olhar para o passado nem imaginar o futuro, mas nesta noite de insónia fui espreitar o meu moribundo blog do sapo ( e não digo morto porque não tenho coragem de o enterrar) e constatei que afinal estou completamente embrutecida.
Bem me dizia um amigo para eu recuperar alguns textos aqui para o blogspot. E eu de tão embrutecida que estou até me sinto orgulhosa só de copiar o que fiz há dois anos atrás (tomar consciência do estado de letargia servirá para acordar?!).
Em 31 de Outubro de 2005 escrevia:
Impressões
Gosto da palavra hoje! Parece dar-me a verdadeira dimensão do tempo: objectivo, acessível e prático. É verdade que ainda me perco no passado, sinto que me prende com as suas correntes mais do que o futuro. Mas o hoje é o que é possível!
Hoje, dei comigo a pensar na maravilha de alguns fenómenos. Como é que com 7 notas musicais se compõe uma infinidade de sons diferentes? Como, com 24 letras, se escreve em português uma imensidão de sentimentos, emoções e pensamentos? E como é que juntando 4 cores apenas (cyan, magenta, amarelo e preto) se pintam todas as cores da natureza?
Não entro nos pormenores dos processos físicos e químicos que explicam uma série de fenómenos, basta ficar por estes para tomar consciência da minha surpresa.
Hoje também constatei que já existem mais de 1000 entradas para este blog. Aos que aqui vêm, sobretudo para os que com os seus comentários, muitos deles tão assíduos quantos os posts que coloco, deixam um estímulo que desconhecem mas que eu sinto, envio o meu obrigada."
HOJE
constatei que em vez de andar para a frente tenho recuado em muitas frentes!
HOJE
estou com a impressão que esvaziei!
(lá no sapo, num blog que não tem posts novos há 2 anos, há tantos visitantes quanto neste em que, quase todas as semanas, copio umas merdas de umas letras animadas por umas merdas de vídeos. Obrigada aos resistentes!)
Monday, July 09, 2007
encosta-te a mim, talvez eu esteja a exagerar
encosta-te a mim, dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou, deixa-me chegar.
Chegado da guerra, fiz tudo p´ra sobreviver
em nome da terra, no fundo p´ra te merecer
recebe-me bem, não desencantes os meus passos
faz de mim o teu herói, não quero adormecer.
Tudo o que eu vi, estou a partilhar contigo
o que não vivi, hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.
Encosta-te a mim, desatinamos tantas vezes
vizinha de mim, deixa ser meu o teu quintal
recebe esta pomba que não está armadilhada
foi comprada, foi roubada, seja como for.
Eu venho do nada porque arrasei o que não quis
em nome da estrada onde só quero ser feliz
enrosca-te a mim, vai desarmar a flor queimada
vai beijar o homem-bomba, quero adormecer.
Tudo o que eu vi, estou a partilhar contigo
o que não vivi, um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.
eu queria-te bem...
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